Dia desses, num baile de lingüiça promovido por uma conhecida igreja, foi um forasteiro, pé de valsa e muito do religioso, que, mesmo com o baile já terminado, tava louco pra dançar. Do canto onde estava, ouviu uma música meio baixa vindo de um salão que ficava mais adiante e viu, meio que de relance, uma linda senhora de preto andando por lá. Não teve dúvida e, mais pra lá do que pra cá, foi se chegando nela. - Senhorrrita, hic, pediu ele, me dá o prazer dessa contra-dança? A "senhorita", meio que invocada, meio que surpresa, se vira pra ele e dá a seguinte resposta: - Não e tenho bons motivos. Primeiro, o senhor está é muito bêbado! Segundo, isto aqui é um velório! Terceiro, o senhor já deveria saber que não se dança a Ave Maria! E quarto, "Senhorita" é a puta que o pariu! Eu sou é o padre!
Diz a lenda que, apesar do carão, o sujeito nunca mais se afastou da igreja. Hoje em dia organiza os tais bailes da lingüiça e até da diretoria é. Tem gente que é ceeeega!!!!
(De uma piada popular, adaptada para os forasteiros, com grandes possibilidades de ser ou se tornar verdadeira)
Forasteiros - Estórias
sábado, 27 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Forasteiro de bota nova
Dizem que na última semana farroupilha (setembro 2008), teve um forasteiro gaudério que foi aí num dos acampamentos e comprou aquela bota gaúcha. "Cosa de lôco, tchê".
Vaidoso, vai fincado pra casa tinindo de vontade pra "mostrá" pra china "véia" (que na verdade é uma baita de uma chinoca) a aquisição.
Chega pisando forte, se mostrando todo, na tentativa de chamar a atenção da prenda. Mas qual o que. A mulher "táva" era uma jararaca com o imprestável: - "se não bastasse a turma dos forasteiros te tirando de casa, agora é a semana farroupilha" e blablablá, blabla blá, blablablá....
Mas o homem, ainda vaidoso e na tentativa de chamar a atenção pra bota, resolve tirar toda roupa. Completamente nú, recomeça a andar de um lado pro outro, pisando cada vez mais forte. Logo consegue, pois a mulher, se dando em conta daquela cena inusitada, lhe pergunta:
- Mas homem de Deus, o que tu tá fazendo pelado e andando com essa coisa pendurada se balançando todo aí em baixo?
Ele todo prosa responde:
- É que ele tá olhando e vibrando com a minha bota nova e buenacha.
Ao que ela retruca de pronto:
- Mas então tu devia ter aproveitado e comprado um chapéu, seu brocha.
(Minha versão adaptada da piada "marido vaidosooooo").
Vaidoso, vai fincado pra casa tinindo de vontade pra "mostrá" pra china "véia" (que na verdade é uma baita de uma chinoca) a aquisição.
Chega pisando forte, se mostrando todo, na tentativa de chamar a atenção da prenda. Mas qual o que. A mulher "táva" era uma jararaca com o imprestável: - "se não bastasse a turma dos forasteiros te tirando de casa, agora é a semana farroupilha" e blablablá, blabla blá, blablablá....
Mas o homem, ainda vaidoso e na tentativa de chamar a atenção pra bota, resolve tirar toda roupa. Completamente nú, recomeça a andar de um lado pro outro, pisando cada vez mais forte. Logo consegue, pois a mulher, se dando em conta daquela cena inusitada, lhe pergunta:
- Mas homem de Deus, o que tu tá fazendo pelado e andando com essa coisa pendurada se balançando todo aí em baixo?
Ele todo prosa responde:
- É que ele tá olhando e vibrando com a minha bota nova e buenacha.
Ao que ela retruca de pronto:
- Mas então tu devia ter aproveitado e comprado um chapéu, seu brocha.
(Minha versão adaptada da piada "marido vaidosooooo").
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Foguinho e o engarrafamento
O Foguinho, que enfrentava as dificuldades normais de um motora fresco, resolve um dia enfrentar o temido trânsito de Porto Alegre. Dias depois, faceiro de ter sobrevivido à peripécia, conta para os amigos da sorte que teve ao enfrentar o terrível engarrafamento que lá ocorre, principalmente entre 7 e 8h30 da manhã e das 17h30 às 20 horas no final da tarde. O caso contado por ele aconteceu num dia calminho e horário tranqüilo das 10 da manhã de uma 4ª feira. Disse ele: "Vinha eu pela Castelo Branco (Free-way), andando na minha mão (esquerda), na velocidade que costumo dirigir (uns 40 por hora), sem me descuidar um segundo. A minha preocupação era a de não cair neste tal de engarrafamento. Andava traqüilito, "frôxo no más", por que na minha frente não tinha mais do que três carros. Quando eu já tinha andando uns dez minutos e os carros da frente já tinham sumido da minha vista (graças a Deus) e o tal de engarrafamento não aparecia, comecei a achar que este bicho todo era conversa de motorista boióla que não sabe dirigir na capital. Foi quando dei uma olhadinha no espelinho da gente pentear as melena que eu descobri que atrás de mim, escondido e coladinho, coladinho, tinha uns 2 quilômetros deste tal de engarrafamento. E devia ser tudo de gente conhecida (de Esteio, do Morro da Borrússia), pois "táva" todo mundo me abanando. Se não saio uns minutos antes de Porto Alegre, tinha me ralado todo. Que puta sorte a minha".
domingo, 14 de outubro de 2007
Qual é mesmo a sua profissão?
Num belo e ensolarado dia de verão, numa virada de ano, está o Léo , na sua empresa, concentrado organizando as suas anotações de telefones não agendandos. Entre uma anotação e outra, encontra uma que o deixa em dúvida. No papel está escrito: Miguel, fone tal e tal. Para, pensa, tenta se lembrar de qual dos "miguéis" que conhece pertence aquele telefone. Ou será de outro cliente ou fornecedor de que não se lembra? Depois de perguntar para seus funcionários, sem nenhuma resultado, resolve solucionar a questão ligando para o número do telefone anotado. Pega o telefone e, enquanto disca, fica pensando no "mico" que pode pagar por ligar para um fornecedor já conhecido, ou, pior, para um cliente que se imagina prestigiado. Nisso atendem o telefone e lá do outro lado da linha alguém fala: Alô. O Léo do lado de cá da linha, pergunta: é o Sr. Miguel? Sim, é a resposta lacônica. Bom dia Sr. Miguel, fala o Léo agora já cheio de "dedos", desculpe estar lhe incomodando, mas é que estou organizando a minha agenda de telefone e encontrei o seu número e, tenho que lhe confesar, não estou conseguindo exatamente me localizar para saber quem é o senhor. Qual é mesmo a sua profissão, pergunta, imaginando desta forma, que a par desta informação, conseguirá identificar o dono do telefone. A resposta vem rápida: Comedor de c.... O Léo, agora já consciente de que o Miguel em questão é seu amigo e parceiro de futebol, que já o havia reconhecido, meio surprêso, meio grogue, ao invés de falar alguma coisa, fica gaguejando uma risada (acreditem, é possível gaguejar uma risada), tipo: Ah...Ah!Ah!...Ah!Ah!Ah!, enquanto que do outro lado da linha o Miguel se "mijava" de rir do jeitão e da "enrabada" que acabava de dar no parceiro, que não tinha mais nada a fazer no caso. Talvez, no máximo, "relaxar e gozar".
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